As oscilações seguem predominando nos mercados. Aqui no Brasil, o Ibovespa alternou entre o campo positivo e negativo, pressionado por incertezas acerca de novos gastos do governo, e também pela queda do petróleo e do minério de ferro, que atingiu as ações da Vale e da Petrobras.

Nos Estados Unidos, as bolsas também chegaram a operar em alta, mas cederam no encerramento dos negócios.

Os investidores monitoraram as palavras do presidente do Fed, que admitiu que controlar a inflação, sem provocar uma recessão nos Estados Unidos, se tornou uma missão significativamente mais difícil.

Jerome Powell não trouxe grandes novidades sobre os próximos passos da instituição, mas reforçou que o ciclo de aperto monetário deve ser mantido até haver evidências convincentes de alívio na inflação.

Lembrando que o banco central americano adotou uma postura mais agressiva na semana passada, elevando os juros básicos em 0,75 ponto percentual, um ritmo que não era visto desde 1994.

A inflação segue preocupando também em outros países. No Reino Unido, o aumento anual dos preços chegou a 9,1% em maio. Assim como nos Estados Unidos, é o maior nível em cerca de 40 anos.

O Banco da Inglaterra calcula que a inflação deverá ultrapassar 11% em outubro, apesar dos aumentos de juros que vêm sendo implementados desde o fim do ano passado.

O resultado do mês passado veio em linha com o consenso do mercado, mas gera apreensão pelo impacto que tem sobre a economia.

Na Zona do Euro, por exemplo, o forte encarecimento de alimentos e combustíveis tem afetado a confiança dos consumidores, que se aproximou da mínima observada pouco depois do início da pandemia, segundo o levantamento preliminar de junho, que foi divulgado ontem.

Quanto à agenda de hoje, o mercado repercute as prévias de índices de atividade em algumas das principais economias do mundo. Além disso, Jerome Powell volta a discursar, desta vez na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos.

Internamente, está prevista a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central, trazendo detalhes sobre a perspectiva da instituição para a economia brasileira.