A Telefônica Brasil (VIVT3) apresentou resultados mistos no 1T22, com bom desempenho da receita móvel compensado pela compressão da margem EBITDA.

A receita líquida atingiu R$ 11,352 bilhões, um aumento de 4,6% A/A e em linha com a nossa. O EBITDA recorrente atingiu R$ 4,511 bilhões, +1,3% A/A (em linha com nossa estimativa), com margem de 39,7%, 1,3 p.p. inferior ao 1T21 e 0,6 p.p. abaixo da nossa estimativa.

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Mesmo assim, esperamos que a Telefonica continue apresentando uma forte geração de fluxo de caixa livre e uma distribuição de dividendos decente.

Prevemos um rendimento de dividendos de ~6% para 2022FY. Temos rating de Compra com preçoalvo de R$59,0/ação.

VIVT3 e Oi Móvel

O Cade aprovou a venda do Oi Móvel para Claro, TIM e Vivo. As maiores mudanças em remédios foram a venda de parte dos ERBs (Estações de Radio Base – Antenas) da Oi, remédio estrutural que foi incluído no novo acordo da semana passada, e a necessidade de cumpri-los antes da conclusão do negócio.

Com a aprovação, revisamos nosso preço-alvo para a Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo. Estamos aumentando nosso preço-alvo de VIVT3 para R$ 59,00 (de R$ 57,00), após incorporar os ativos da Oi em nossos números e potencial sinergias decorrentes desses negócios. Mantemos nossa classificação de compra.

A votação no Cade foi estreita e o presidente do órgão usou seu voto de desempate a favor da venda. Lembramos que o negócio já havia recebido anuência prévia da Anatel na semana anterior.

Remédios propostos

As soluções propostas incluem a manutenção de uma oferta de referência para serviços nacionais de roaming, compartilhamento de serviços móveis, uma oferta de radiofrequência e a venda de parte dos sites móveis adquiridos (“ERBs”), um remédio estrutural negociado na última semana.

O acordo também propõe a criação de um agente fiduciário para acompanhar a execução dos remédios em condições justas.

Acreditamos que entre as potenciais estruturas de remédios, a venda de sites móveis (ERBs) foi a menos prejudicial para os adquirentes. Embora a venda tenha sido aprovada com os remédios, o conselho decidiu que deveriam ser aplicadas antes da conclusão da operação, que em nossa estimativa acreditamos que pode demorar alguns meses dada a eventual venda de parte dos ERBs da Oi.

É importante mencionar que já se esperava que a Oi levasse alguns meses para dividir seus ativos entre três entidades separadas a serem vendidas para Claro, Vivo e TIM Brasil, portanto o atraso na operação pode não ser tão relevante.

Apesar disso, vemos a aprovação do negócio como muito positiva tanto para a TIM quanto para a Vivo, com a TIM se beneficiando mais da consolidação, pois incorporará cerca de 40% da base de clientes da Oi (contra 29% para Vivo), bem como 54% do espectro total.

A nosso ver, a necessidade de vender os ERBs antes da conclusão não deve alterar materialmente a potencial sinergia do negócio. Pode reduzir um pouco as sinergias da TIM (que deve adquirir 49% das estações base) e Claro (que deverá adquirir 32% dos sites), e em uma instância menor para a Vivo (que deve adquirir apenas 19% desses ativos).

Em nossos modelos, assumimos que as empresas devem absorver a base móvel da Oi dentro dos próximos dois trimestres, tendo como principais benefícios o aumento de receita, diluição de custos e sinergias no 2º semestre de 2022, com impacto total nos resultados de 2023.

No caso da Telefônica Brasil, o impacto da aquisição de parte dos ativos móveis da Oi deve ser menos relevante do que na TIM, porque a Vivo tem cerca de 60% de seus resultados de operações móveis e está adquirindo uma participação menor no capital da operação móvel da Oi.

Esperamos que as receitas de serviços móveis para 2023 cresçam 7%, ou cerca de R$ 2,2 bilhões, enquanto o EBITDA deve aumentar cerca de R$ 1,3 bilhão (+6% do Ebitda consolidado da Vivo), ou cerca de 80bps na margem EBITDA para 2023 (para 42,0%).

Esperamos que a Telefônica pague cerca de R$ 5,5 bilhões pela operação móvel da Oi e assuma cerca de R$ 1 bilhão em obrigações de locação (que também podem diminuir com a venda de sites móveis). Também esperamos sinergias materiais da diluição do capex, levando a companhia a gerar cerca de R$ 2 por ação dessa aquisição.

Vale a pena investir em VIVT3? 

  1. Líder de mercado no mercado de telecomunicações, com estratégia orientada à qualidade, portfólio premium e bom mix de clientes.
  2. A empresa vem apresentando resultados sólidos e positivos, surpreendendo na velocidade e no tamanho das sinergias com a GVT.  
  3. Fornece a maior geração de fluxo de caixa livre do setor, devido a uma combinação de alta lucratividade e menor investimento.
  4. A empresa pode se beneficiar da mudança na regulamentação brasileira de telecomunicações.

Quais os riscos ao investir em VIVT3? 

  1. Como líder em clientes premium, a empresa geralmente cobra tarifas acima de seus concorrentes. Um risco seria a concorrência se tornar mais agressiva nos preços;
  2. Outro seria a competição se tornar capaz de aumentar a percepção da proposta de valor/qualidade com os clientes, diminuindo essa vantagem competitiva da Telefônica.

Sobre a Telefônica Brasil (VIVT3) 

A Telefônica Brasil S.A. é a maior empresa de telecomunicações do país, com atuação em âmbito nacional e com um portfólio de produtos completo e convergente (voz fixa e móvel, banda larga fixa e móvel, ultra banda larga, dados e serviços digitais, TV por assinatura e TI).

Com uma estratégia centrada em dados, a Telefônica Brasil possui uma base de ativos única e irreplicável, que contribui para a cobertura de 88,0% da população com rede 4G e presença em 3.100 cidades.

Além disso, a Telefônica Brasil conta com o lançamento acelerado de cidades com a rede 4,5G, mantendo a diferenciação de sua rede em relação aos principais competidores.

Listada na B3, as ações da empresa são negociadas sob o ticker VIVT3.

Ações Telefônica - Vivo (VIVT3)

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