Os resultados positivos da PetroReconcavo (RECV3) no 1T22 refletem o aumento dos volumes de produção e a evolução animadora do negócio de gás.

Os números também foram superiores à nossa expectativa, embora reconheçamos que parte disso pode ser devido aos desafios de traduzir os relatórios de certificação em demonstrações financeiras trimestrais.

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O EBITDA no 1T22 de R$ 415 milhões foi 202% superior ao trimestre anterior, refletindo um trimestre completo de Miranga, aumento da produção nos outros clusters, preços mais altos do petróleo e melhores preços do gás, que foram ainda maiores do que os considerados no relatório de reservas.

Também ficou 29% acima da nossa projeção, principalmente devido aos preços realizados de gás e petróleo estarem
acima da nossa expectativa.

O lucro líquido de R$ 402 milhões no trimestre se compara a R$ 72 milhões no 4T21 e nossa projeção de R$ 205 milhões e reflete não apenas os melhores resultados operacionais, mas também ganhos cambiais nas contas a pagar de
aquisição.

Permanecemos positivos em relação à PetroReconcavo, pois entendemos que a avaliação atual não reflete totalmente o valor de seus ativos e potencial de valorização adicional pode vir da aquisição da Bahia Terra, se bem-sucedida, e de desenvolvimentos positivos no mercado de gás.

Durante o 1T22, os volumes de gás vendidos para distribuidoras locais superaram o volume mínimo contratado. Com isso, o preço do gás realizado no trimestre foi 20% superior ao considerado nos relatórios de reservas e em nossos números. Por outro lado, os custos de processamento também foram maiores do que o previsto.

O custo de extração consolidado foi de US$ 12,25/boe no 1T22, 9% inferior ao trimestre anterior, refletindo todo o trimestre da operação de Miranga no ativo Bahia.

Como a produção de Miranga é majoritariamente de gás, seu custo de extração de US$ 9,91/boe é inferior ao dos demais clusters.

 

Novo preço-alvo para RECV3

 

Estamos atualizando nosso modelo PetroReconcavo, definindo um novo preço-alvo de R$ 34,7/ação (de R$ 26,5/ação) e mantendo nossa classificação de compra.

Além de incorporar os volumes dos relatórios de reservas atualizados, também aumentamos nossas premissas de preço do petróleo para US$ 95, US$ 90, US$ 85 e US$ 80/bbl para 2022, 2023, 2024 e 2025, respectivamente, em termos reais, acima de média de US$ 65/bbl para o período anterior. Seguindo o novo cenário macroeconômico, atualmente temos um WACC de 14% vs. 12% anteriormente.

Continuamos otimistas com a PetroReconcavo considerando os ativos que já possuem. A possível aquisição do cluster
Bahia Terra pode gerar ganhos adicionais, para o qual a empresa apresentou uma oferta vinculante cujo resultado poderá ser conhecido nas próximas semanas.

A PetroReconcavo apresentou um desempenho positivo no início da operação dos campos de Riacho da Forquilha e Miranga e continuamos acreditando que seu histórico positivo traz um relativo conforto de que eles deverão atender ao crescimento esperado de produção considerado em nossas projeções e também para replicá-lo se obtiverem sucesso na aquisição de novos campos.

O relatório de reserva para Miranga foi elaborado antes da PetroReconcavo começar a operar o campo e, por isso, não incorpora as ações iniciais no cluster.

A produção média de óleo e gás no 1T22 foi de 4,3 mil boepd (4,5 mil boepd em março) e acreditamos que há espaço para que a média anual de 2022 fique acima dos 4,7 mil boepd do relatório que é considerado em nossos números.

A possibilidade de utilizar equipe e equipamentos próprios para realizar as ações de revitalização mais comuns traz vantagens de custo e flexibilidade para a PetroReconcavo.

Além disso, pode proteger parcialmente a empresa dos preços mais altos de um mercado potencialmente mais apertado, à medida que a atividade onshore aumentar nos próximos anos.

Os principais riscos para nossa tese são: i) preços do petróleo; ii) riscos de execução; iii) riscos geológicos; iv) capacidade de expansão da unidade de serviços no mesmo ritmo das operações; v) regulamentação governamental; e vi) questões ambientais.

Reservas de RECV3

A PetroReconcavo divulgou em fevereiro um relatório de reservas atualizado com reservas 2P estimadas de 155,9 milhões de barris de óleo equivalente (boe) no final de 2021, alta de 4% em relação à estimativa de final de ano de 2020.

Os principais fatores para o aumento foram: (i) maiores preços do petróleo; (ii) maiores preços realizados do gás, bem como dos produtos extraídos do gás (GLP e C5+), refletindo os novos contratos de processamento e venda de gás; (iii) novos projetos de perfuração e recondicionamento nos ativos da Bahia e Potiguar; e (iv) resultados positivos dos projetos de workover e perfuração no ativo Potiguar.

Em uma análise preliminar, vemos um potencial de alta em nossos números com a incorporação dos novos dados, principalmente maiores reservas e os novos contratos de gás, cujos preços realizados parecem ser superiores à nossa estimativa atual e parecem mais do que compensar o aumento esperado na operação despesas. Mantemos nosso rating de compra para as ações.

As adições líquidas às reservas 2P de 5,3 milhões de boe foram resultado de adições brutas de 10,8 milhões de boe e produção de 5,5 milhões de boe durante 2021, equivalente a uma taxa de reposição de reservas de 196%.

Além dos preços mais altos, os resultados animadores dos projetos de workover e perfuração também levaram a maiores volumes no ativo Potiguar. À medida que a empresa aumenta as atividades em seus outros dois clusters (Remanso e Miranga) na Bahia, podemos ver um efeito semelhante em futuros relatórios de reservas.

Novos projetos de workover já foram considerados nas estimativas do cluster Potiguar, bem como novas perfurações tanto em Potiguar quanto em Remanso. Como a empresa assumiu as operações de Miranga em dezembro, nenhum novo projeto foi considerado nas estimativas para o cluster neste momento, embora esperemos que alguns ocorram ao longo do ano, suportando o crescimento esperado da produção e potencialmente levando a volumes adicionais no próximo relatório.

Os novos contratos de gás da PetroReconcavo beneficiaram a economia dos projetos em duas frentes: os preços nos novos contratos de venda melhoraram significativamente em relação aos anteriores e os novos acordos de processamento agora dão à empresa acesso a outros produtos, como GLP, LGN (líquidos de gás natural) e C5+, que são uma fonte de receita adicional para o PetroReconcavo.

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Vale a pena investir em RECV3?

  • Bom histórico operacional pode ser replicado com novos ativos;
  • Soluções internas trazem vantagens de velocidade e custo, em relação a serviços terceirizados; e
  • Oportunidades de aquisição.

Quais são os principais riscos de RECV3?

  • Preços do petróleo;

  • Riscos de execução, à medida que aumenta o número de workovers e operações de perfuração;

  • Capacidade da empresa de renovar seus contratos de gás com preços pelo menos iguais aos dos contratos atuais;

  • Regulamentação governamental; e

  • Questões ambientais.

Sobre a PetroReconcavo (RECV3)

A PetroReconcavo (RECV3) é uma das principais operadoras independentes com foco em campos terrestres maduros no Brasil. A direção está na empresa há mais de 13 anos e as reservas são estimadas em mais de 150 milhões de barris.

O modelo de negócios da empresa se concentra na implementação de uma operação de custo reduzido em campos maduros após submetê-los a um processo de revitalização, que visa estender a vida útil do campo.

A estrutura acionária da PetroReconcavo é composta pela PetroSantander (33%), Opportunity (26%), Eduardo Cintra Santos (6%), Perbras (5%) e free float (30%).

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