Com o atual cenário de queda de juros, os investidores que estavam acostumados com bons rendimentos na renda fixa estão cada vez mais migrando seus ativos para renda variável em busca de retornos mais atrativos. Com isso, o panorama dos investimentos no país vem mudando.

Com potencial maior de rentabilidade e de distribuição de dividendos, bem como mais liquidez, investir em ações pode ser uma boa opção para quem tem um perfil mais arrojado de investimento. Saiba mais sobre quais são os tipos de ações e como investir neles de forma segura e prática.

O que são ações?

As ações representam a menor parcela do capital de uma empresa. As companhias de capital aberto possuem suas ações negociadas na bolsa de valores. Ao investir em ações, você compra uma parte dessa companhia e passa a ser um acionista. Quanto mais ações, maior será a participação do investidor na empresa na qual ele detém os papéis.

Aqui no Brasil, a compra e venda das ações acontece na B3. Para garantir a segurança das transações, a B3 atua conforme as regras da Comissão de Valores Mobiliários 9CVM), órgão responsável por regulamentar e fiscalizar a atividade do mercado acionário no Brasil.

Para investir em ações é necessário entender algumas características:

Tipos de ações

As ações são divididas em três tipos principais, que oferecem diferentes obrigações e direitos aos acionistas. Saiba melhor quais são essas variedades e como essas características afetam a escolha na hora de comprar ações.

  • Ações ordinárias: diferentemente do que o nome sugere, essa categoria de ação não é comum ou simples. As ações ordinárias dão poder de voto ao acionista na tomada de decisões durante as Assembleias Gerais de acionistas;
     
  • Ações preferenciais: neste caso, elas dão ao investidor o benefício de receber, antes dos outros acionistas, os proventos e dividendos da companhia. No entanto, essa classe de ações não permite participação na tomada de decisões, já que os acionistas preferenciais não participam das assembleias e demais reuniões,
     
  • Units: são um tipo de “pacote” formado tanto por ações ordinárias quanto por ações preferenciais. Investir em Units pode ser uma boa opção para aqueles que querem diversificar seus investimentos na Bolsa de forma simples e fácil.

Como investir em ações

Antes de começar a investir em ações, você deve conhecer o seu perfil de investidor e aprender um pouco mais sobre o assunto. Esse mercado prevê oscilações significativas de preços, o que pode gerar ganhos ou perdas expressivos. Por isso, não é recomendado que investidores com baixa tolerância a risco tenham uma parcela grande de seu patrimônio alocada em ações.

Com isso em mente, o investidor que quiser investir na Bolsa precisa ter uma estratégia clara, assim como conhecer bem as empresas nas quais quer aportar. É possível buscar grandes empresas, com solidez financeira e reputação, para investimentos mais previsíveis em relação a companhias menores, que trazem mais incertezas, mas podem ter um crescimento maior.

Se quiser saber a opinião dos analistas da Safra Corretora sobre os principais papéis da Bolsa, acesse a página de ações da nossa Central de Conteúdo.

Tributação

Para operar no mercado de capitais, os custos de corretagem e ganhos pagos à B3 são incluídos na tributação das ações. Ela é dividida entre operações comuns (ordens de compra e venda executadas em dias separados) e operações de Day Trade (ordens de compra e venda executadas no mesmo dia).

  • Operações comuns: há isenção do Imposto de Renda sobre os lucros quando as vendas somarem até R$ 20 mil em um mesmo mês. No caso de prejuízo, é possível abater o valor negativo dos ganhos de outros meses. Para valores que excederem R$ 20 mil em um mesmo mês, a tributação é de 15% sobre os ganhos. Após o cálculo do imposto devido, o contribuinte deve preencher o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) disponível no site da Receita Federal ou no internet banking.
     
  • Day Trade: a alíquota é de 20% sobre os lucros, independentemente do volume operado.