Joaquim Levy irá se juntar à equipe de gestão do Banco Safra, onde ocupará o cargo de diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercados. Doutor em Economia pela Universidade de Chicago, mestre em Economia pela FGV e graduado em Engenharia Naval pela UFRJ, Levy passa a integrar o time de especialistas do Safra e será responsável pela área de macroeconomia e de relações com o mercado.

O Safra é um dos maiores bancos privados do Brasil. Com atuação nos segmentos Pessoa Física e Pessoa Jurídica, a instituição possui patrimônio líquido de mais de R$ 12 bilhões. A carteira de crédito soma R$ 110 bilhões e os recursos de terceiros sob gestão totalizam cerca de R$ 250 bilhões. Os números são referentes ao final do primeiro trimestre deste ano.

O banco faz parte do Grupo J.Safra, que atua no segmento financeiro há mais de 175 anos e que está presente em 25 países, gerindo aproximadamente R$ 1 trilhão em ativos. Em todas as localidades onde atua, a marca Safra é reconhecida pela solidez, segurança e relacionamento próximo.

Joaquim Levy integrou os quadros do Fundo Monetário Internacional (FMI) entre 1992 e 1999, ocupando cargos nos Departamentos do Hemisfério Ocidental, Europeu I e de Pesquisa, em particular nas Divisões de Mercado de Capitais e da União Europeia. Na sequência, Levy foi economista visitante no Banco Central Europeu em 1999-2000, com atividades nas Divisões de Mercados de Capital e de Estratégia Monetária.

Em 2000, ele foi nomeado secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Ainda durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, ele se tornou economista-chefe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Em 2003, passou a ser o secretário do Tesouro Nacional, ficando até 2006, ano em que ocupou a vice-presidência financeira do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Em 2007, ele assumiu a Secretaria de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro. Em 2010 ele se tornou estrategista-chefe e a seguir diretor superintendente da Bradesco Asset Management, ali permanecendo até novembro de 2014. Deixou o cargo para ser ministro da Fazenda.

Em 2016 Levy passou a ser diretor-geral e diretor financeiro do Banco Mundial, onde foi responsável pelas estratégias financeira e de gestão de riscos da instituição, também a representando no Conselho de Estabilidade Financeira - Financial Stability Board e como sherpa no G20.

O ex-ministro da Fazenda foi ainda presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2019. Até recentemente estava desenvolvendo pesquisas sobre tecnologias sustentáveis e transição de economias para emissões líquidas zero de carbono na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Natural do Rio de Janeiro, Joaquim Levy tem 59 anos de idade.